Agencia de Matrimonio AMBE - Revista Veja

Revista
Veja
04.10.1995


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Solteira procura

Agência de casamento do Recife ajuda brasileiras a encontrar seu príncipe alemão.

Ter um homem para chamar de seu, de preferência com boa situação financeira e cheio das melhores intenções - o que significa aliança no dedo e, alguns meses depois, fraldas para trocar. Um sonho fácil de realizar? Nem tanto. Para conseguir fisgar seu príncipe encantado, muitas brasileiras estão lançando a rede na longínqua Alemanha. Nessa busca, contam com a intermediação da agência de casamento "AMBE", que funciona há seis anos no Recife. A Agência já realizou 159 casamentos - até o momento, todos eles bem-sucedidos. "Nós não admitimos turismo sexual nem mulheres aventureiras", avisa Lindinalva S. Ferraz, fundadora da agência. O negócio é executado com homologação internacional...

...Os motivos que levam brasileiras a se interessar por alemães, e vice-versa, rendem uma tese de sociologia. As candidatas brasileiras procuram estabilidade emocional e financeira. Ou seja, um marido fiel e com salário suficiente para ao final do mês sem sobressaltos - qualidades que, na severa avaliação das candidatas, costumam ser raras entre os brasileiros. Já os alemães desejam companheiras que sejam carinhosas e se sintam plenamente realizadas com a vida familiar. "As mulheres alemãs estão mais preocupadas em fazer carreira do que em se dedicar ao marido e aos filhos, disse Lindinalva...

....Ao contrário do que se pode imagina, as candidatas brasileiras não são moças pobres que vislumbram no casamento com um alemão uma chance de ascensão social. A maioria das inscritas é da classe média, com nível universitário ou 2º grau completo. São mulheres como Gleice Maria S., 27 anos. Formada em letras, Gleice fez uma ficha na AMBE depois de sofrer algumas desilusões amorosas. "Os brasileiros só querem aventuras", critica.

Logo no primeiro mês, Gleice recebeu uma carta do engenheiro Volker E., 38 anos. Depois de seis semanas de correspondência e telefonemas em Inglês Sr. E. veio ao Brasil para conhecê-la. Em seguida ela embarcou para a Alemanha, onde passou três meses. Um dia antes de sair de casa para o curso de alemão, Gleice arrumou a mesa para o café e deixou um recado para o alemão. Quando voltou, teve uma surpresa. "Volker me abraçou, dizendo que nunca tinha recebido nada tão carinhoso", conta. De volta da Europa há quinze dias , a brasileira cuida dos preparativos do casamento, que acontecerá no dia 22 de Outubro.

Mesmo sem o combustível da paixão arrebatadora, casamentos arranjados, como o de Gleice e Volker têm grande possibilidade de dar certo. "Nesses casos, as duas partes fazem de tudo para dar certo, porque a união é parte de um projeto de vida muito bem delineado", explica Maria Helena Matarazzo, autora do livro "Amar é Preciso". Um exemplo de casamento que vai de vento em popa, conforme as metas traçadas por ambos, é o da advogada Nadia H., 32 anos e do arquiteto Bertolt, 44 anos, divorciado e pai de uma filha de 20 anos . Eles juntaram os trapinhos há dois anos atrás e há seis meses tiveram um filho Marco Antônio. O casal mora em um amplo em Rhein e viaja de férias duas vezes por ano. A mãe de Nadia, que voltou da Alemanha na semana passada, está encantada. "Minha filha está muito feliz", diz Cirleyde ...

Final feliz – Nesse tipo de negócio , a distância geográfica é tão desimportante quanto a diferença de idade. A mineira Maria Teresa, 33 anos, encontrou a tranqüilidade ao lado do engenheiro Rudolf T., 76 anos. Os dois se casaram em 1993 Ela havia rompido um noivado de cinco anos de relacionamento. Ele viúvo desde 1989, procurava uma companheira para a velhice. "Eu sabia que não tinha chances com as mulheres alemãs por causa da minha idade”, diz Rudolf. Hoje, os dois passam o tempo viajando entre a Alemanha, o Brasil e as ilhas Canárias. E Rudolf está muito longe de ser aquele homem cansado, que Maria Teresa conheceu...

Atraídas pelas histórias de final feliz, Ivonete M, 45, e sua filha, Vânia, 24 anos, procuraram a agência de matrimônio do Recife. Divorciada há dez anos, Ivonete é proprietária de quatro casas e de um sítio em Caruaru, no interior de Pernambuco. Seus planos matrimonias não excluem projetos econômicos. "Eu poderia exportar açúcar mascavo para a Alemanha", sonha Ivonete. No último ano da faculdade de arquitetura, Vânia é mais ortodoxa do que a mãe. Católica praticante, só aceita manter relações sexuais depois do casamento...

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